BOLETIM ECONÔMICO – 27.03.2026

INTERNACIONAL

Atividade da zona do euro desacelera e se aproxima da estagnação – Segundo dados divulgados pela S&P Global nesta terça-feira (24), a atividade econômica da zona do euro perdeu força em março. O PMI Composto recuou de 51,9 em fevereiro para 50,5 pontos. No mesmo período, o PMI de serviços caiu de 51,9 para 50,1 pontos, enquanto o PMI industrial avançou de 50,8 para 51,4 pontos. No setor industrial, os novos pedidos seguiram em expansão, embora o índice de produção tenha recuado de 51,9 no mês anterior para 51,7 pontos. O resultado sugere desaceleração da atividade agregada, com perda de fôlego mais concentrada no setor de serviços, enquanto a indústria mostrou alguma resiliência, mas sem força suficiente para impedir o enfraquecimento do ritmo econômico da região.

Atividade empresarial dos EUA desacelera em março – Segundo dados divulgados pela S&P Global nesta segunda-feira (24), a atividade empresarial dos Estados Unidos apresentou desaceleração em março. O PMI Composto recuou de 51,9 em fevereiro para 51,4 pontos. Na abertura, o PMI de serviços caiu de 51,7 para 51,1 pontos, enquanto o PMI industrial avançou de 51,6 para 52,4 pontos. O resultado aponta moderação no ritmo de crescimento da atividade, com perda de fôlego mais concentrada no setor de serviços, ao passo que a indústria mostrou desempenho mais favorável no período.

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem para 210 mil na semana -Segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (27), os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentaram em 5 mil na última semana, totalizando 210 mil solicitações, em linha com as expectativas de mercado. O resultado indica estabilidade no mercado de trabalho americano, que segue resiliente, com níveis de demissões ainda historicamente baixos, apesar do ambiente de juros elevados.

Lucros das empresas industriais chinesas crescem no início do ano – Segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China nesta quinta-feira (27), os lucros das empresas industriais aumentaram 15,2% nos dois primeiros meses do ano, na comparação anual. O resultado indica melhora na rentabilidade do setor industrial, ainda que o

cenário econômico permaneça marcado por desafios relacionados à demanda interna e ao ambiente externo, que seguem condicionando o ritmo de crescimento da economia chinesa.

Mercosul e Canadá avançam em negociações para acordo de livre comércio – Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (27), Mercosul e Canadá devem retomar em abril as negociações para um acordo de livre comércio, após avanço recente nas tratativas. As discussões envolvem temas como redução tarifária, acesso a mercados e regras para investimentos, com o objetivo de ampliar o fluxo comercial entre as partes. Apesar do progresso, ainda permanecem pontos sensíveis em negociação, especialmente em setores mais protegidos, o que indica que a conclusão do acordo dependerá de novos avanços nas próximas rodadas.

NACIONAL Ata do Copom reforça postura cautelosa após corte da Selic – Conforme divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (24), a Ata da 277ª reunião do Copom detalhou a decisão unânime de reduzir a taxa Selic para 14,75% ao ano. O Comitê avaliou que o ajuste permanece compatível com o processo de desinflação, mas destacou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário e da incorporação de novos dados. No documento, o Banco Central ressaltou o aumento das incertezas no ambiente externo, a moderação da atividade doméstica e a resiliência do mercado de trabalho. Em relação à inflação, reconheceu sinais recentes de arrefecimento, embora tenha reforçado que os preços e as expectativas ainda seguem acima da meta, o que exige manutenção de uma condução monetária cautelosa.

IPCA-15 sobe 0,44% em março e acumula alta de 3,90% em 12 meses -Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (26), o IPCA-15 avançou 0,44% em março, desacelerando em relação à alta de 0,84% observada em fevereiro. No acumulado em 12 meses, o indicador registrou variação de 3,90%. Entre os grupos pesquisados, Alimentação e bebidas exerceu o maior impacto sobre o índice, seguida por Despesas pessoais. O resultado do mês também refletiu pressões em itens de saúde, habitação e transportes, com destaque para a alta da alimentação no domicílio, dos serviços bancários, da energia elétrica residencial e das passagens aéreas.

Investimento direto no país soma US$ 6,75 bilhões em fevereiro – Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (28), o Investimento Direto no País (IDP) totalizou US$ 6,75 bilhões em fevereiro. No acumulado de 2026, os ingressos somam US$ 14,9 bilhões, enquanto em 12 meses atingem US$ 75,9 bilhões. O resultado mantém fluxo relevante de capitais produtivos para a economia brasileira.

Confiança do consumidor sobe em março após dois meses de queda -Segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (25), o Índice de Confiança do Consumidor avançou 2,0 pontos em março, para 88,1 pontos, interrompendo a sequência de dois meses consecutivos de recuo. O resultado refletiu principalmente a melhora nas expectativas para os próximos meses, enquanto a percepção sobre a situação atual apresentou leve queda. Na composição do indicador, o Índice de Expectativas subiu para 92,1 pontos, ao passo que o Indicador de Situação Atual recuou para 83,2 pontos. Com isso, a leitura de março sugere melhora na avaliação prospectiva das famílias, embora o nível de confiança ainda permaneça relativamente moderado.

Taxa de desemprego fica em 5,8% no trimestre até fevereiro – Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. O resultado representa alta em relação ao trimestre anterior, quando a taxa foi de 5,1%, embora siga em patamar historicamente baixo para o período. O desempenho reflete um mercado de trabalho ainda resiliente, apesar de alguma acomodação na margem.