INTERNACIONAL
EUA anunciam tarifa de 50% sobre produtos canadenses – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (20) a imposição de tarifa de 50% sobre produtos do Canadá, às vésperas da entrada em vigor de novas tarifas contra outros parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida amplia a tensão comercial entre os países e reforça a postura mais protecionista da política econômica norte-americana. Para os mercados, o avanço das tarifas aumenta o risco de retaliações, pressiona cadeias produtivas e pode afetar preços, comércio exterior e decisões de investimento.
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem mais que o esperado – O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (23) que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 22 mil na semana encerrada em 18 de julho, para 187 mil solicitações. O resultado ficou abaixo da previsão do mercado, que esperava 212 mil pedidos, sinalizando que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente, apesar dos juros elevados. A queda dos pedidos reduz, no curto prazo, os sinais de enfraquecimento mais intenso do emprego e mantém a atenção sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Atividade empresarial dos EUA acelera em julho, mostra PMI – A S&P Global divulgou nesta sexta-feira (24) que o PMI composto dos Estados Unidos subiu para 53,6 pontos em julho, ante 51,9 pontos em junho, atingindo o maior nível em oito meses. O resultado foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, cujo PMI avançou para 53,6 pontos, maior patamar desde novembro, refletindo gastos relacionados à Copa do Mundo e ao feriado do Dia da Independência. Já o PMI industrial desacelerou levemente, de 53,9 para 53,8 pontos. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade. O dado sugere um início sólido do terceiro trimestre para a economia norte-americana, embora parte do avanço esteja ligada a fatores pontuais.
BCE mantém juros inalterados, mas sinaliza possibilidade de novas altas – O Banco Central Europeu decidiu nesta quinta-feira (23) manter suas principais taxas de juros inalteradas, com a taxa de depósito em 2,25%, a taxa das operações principais de refinanciamento em 2,40% e a taxa de empréstimo marginal em 2,65%. A decisão veio após a alta realizada em junho e refletiu uma postura de cautela diante dos riscos inflacionários ainda presentes na zona do euro. Apesar da pausa, o BCE reforçou que as próximas decisões seguirão dependentes dos dados de inflação, atividade e transmissão da política monetária, mantendo em aberto a possibilidade de novas altas caso as pressões de preços persistam.
Atividade da zona do euro volta a crescer em julho, aponta PMI – A atividade empresarial da zona do euro voltou a crescer em julho pela primeira vez em quatro meses, segundo pesquisa PMI divulgada nesta sexta-feira (24) pela S&P Global/HCOB. O PMI composto subiu para 51,9 pontos, ante 50,0 pontos em junho, enquanto o PMI industrial avançou para 52,0 pontos, acima dos 51,4 pontos anteriores e da expectativa de 51,5 pontos. O setor de serviços também apresentou melhora, reforçando a recuperação do setor privado no início do terceiro trimestre. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão da atividade. O resultado sugere melhora da economia do bloco, embora o crescimento ainda seja moderado e siga condicionado aos custos de energia, às tensões comerciais e ao ambiente de juros na região.
NACIONAL
EUA isentam 471 produtos brasileiros de nova tarifa – O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (23) uma lista com 471 produtos brasileiros que ficarão isentos da nova sobretaxa de 12,5%, aplicada sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. Apesar das exceções, a medida ainda mantém preocupação sobre parte das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, especialmente em setores que podem seguir sujeitos à cobrança adicional. Para a economia brasileira, o impacto dependerá da abrangência efetiva da tarifa, dos produtos atingidos e da evolução das negociações comerciais entre os dois países.
IGP-M aprofunda queda na segunda prévia de julho – A Fundação Getulio Vargas divulgou nesta terça-feira (21) que o Índice Geral de Preços – Mercado recuou 1,11% na segunda prévia de julho, após queda de 0,42% na mesma leitura de junho. O resultado foi sustentado principalmente pelo recuo mais intenso dos preços ao produtor, com o Índice de Preços ao Produtor Amplo passando de queda de 0,84% para deflação de 1,72%. Também houve desaceleração no Índice Nacional de Custo da Construção e no Índice de Preços ao Consumidor. O dado reforça o alívio nas pressões de preços no atacado, contribuindo para uma leitura mais favorável dos índices gerais de inflação.
Ibovespa registra forte alta e amplia valor de mercado da B3 – O Ibovespa teve forte valorização nesta quarta-feira (22), com alta de 2,44%, em seu quinto melhor desempenho diário de 2026. Segundo levantamento da Elos Ayta, citado pelo InfoMoney em matéria publicada nesta quinta-feira (23), o movimento adicionou R$ 104,2 bilhões ao valor de mercado das empresas listadas na B3, aproximando o mercado acionário brasileiro da marca de 5 trilhões de reais. A alta foi liderada por companhias de grande liquidez, como WEG, Petrobras e Vale, refletindo melhora do apetite ao risco e maior entrada de recursos para ativos locais.
Fluxo cambial fica positivo em julho até o dia 17 – O Banco Central divulgou nesta quarta-feira (22) que o fluxo cambial total ficou positivo em US$ 189 milhões em julho até o dia 17, segundo dados preliminares. No acumulado de 2026 até a mesma data, o saldo cambial também permaneceu positivo, em US$ 17,946 bilhões. O resultado indica entrada líquida de recursos no país no período, contribuindo para reduzir pressões sobre o câmbio. Ainda assim, o comportamento do dólar segue condicionado ao cenário externo, ao fluxo financeiro e às incertezas ligadas ao comércio internacional.
CNI mantém projeção de crescimento do PIB em 2026 – A Confederação Nacional da Indústria divulgou nesta semana que manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2026. Apesar da manutenção da estimativa para a economia como um todo, a entidade revisou para cima a expectativa de desempenho da indústria, indicando uma leitura um pouco mais favorável para o setor produtivo. O cenário, porém, ainda é marcado por juros altos, elevados custos de produção e incertezas externas, fatores que podem limitar uma aceleração mais forte da atividade ao longo do ano.
Data Referência (17/07/2026 até 23/07/2026):
CDI: 0,26%
Global BDRX: -2,33%
Ibovespa: 1,67%
IDkA IPCA 2 Anos: -0,11%
IMA Geral ex-C: -0,21%
IMA-B: -0,85%
IMA-B 5: -0,11%
IMA-B 5+: -1,45%
IRF-M: -0,79%
IRF-M 1: 0,12%
IRF-M 1+: -1,11%
S&P 500 (Moeda Original): -1,67%
IPCA + 6,31%: 0,17%