INTERNACIONAL
China mantém taxas de empréstimos pelo 12º mês consecutivo – Em decisão divulgada nesta quarta-feira (20), a China manteve inalteradas as taxas referenciais de empréstimos em maio, em linha com as expectativas do mercado. A taxa primária de empréstimos de um ano, conhecida como LPR, permaneceu em 3,00%, enquanto a LPR de cinco anos, referência importante para financiamentos imobiliários, foi mantida em 3,50%. A manutenção indica uma postura cautelosa do Banco do Povo da China, mesmo diante de sinais de fraqueza na atividade econômica e na demanda por crédito. O resultado sugere que as autoridades chinesas ainda não demonstram urgência em ampliar o estímulo monetário, priorizando uma atuação mais gradual e direcionada para sustentar a economia.
Inflação da zona do euro acelera em abril e volta a se afastar da meta do BCE – De acordo com leitura final divulgada pela Eurostat nesta quarta-feira (20), a inflação anual da zona do euro subiu para 3,0% em abril, ante 2,6% em março, ficando acima da meta de 2,0% do Banco Central Europeu. A aceleração foi puxada principalmente pelos preços de energia, refletindo pressões associadas ao petróleo e ao cenário geopolítico. Por outro lado, o núcleo da inflação, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, recuou levemente para 2,2%, ante 2,3% no mês anterior. O resultado reforça um ambiente de maior cautela para o BCE, pois a inflação cheia voltou a ganhar força, embora os indicadores subjacentes ainda mostrem alguma acomodação.
Ata do Fed reforça cautela com inflação e juros nos EUA – Em ata divulgada nesta quarta-feira (20), o Federal Reserve indicou que a política monetária norte-americana ainda deve permanecer condicionada à evolução dos próximos indicadores de inflação, atividade e mercado de trabalho. O documento mostrou preocupação com a persistência das pressões inflacionárias, especialmente diante da alta do petróleo e dos riscos associados ao conflito no Oriente Médio, o que pode limitar o espaço para cortes de juros no curto prazo. Nesse contexto, os dirigentes reforçaram uma postura prudente, sinalizando que a manutenção de juros elevados por mais tempo continua sendo uma possibilidade caso a inflação não mostre desaceleração mais consistente.
PMI composto dos EUA indica expansão moderada em maio – Segundo pesquisa preliminar divulgada pela S&P Global nesta quinta-feira (21), o PMI composto dos Estados Unidos permaneceu em 51,7 pontos em maio, mesmo nível registrado em abril. A leitura acima de 50 pontos indica expansão da atividade, mas em ritmo ainda moderado. O desempenho foi sustentado principalmente pela indústria, cujo PMI subiu de 54,5 para 55,3 pontos, atingindo o maior nível em 48 meses e superando as expectativas do mercado. Por outro lado, o PMI de serviços recuou levemente, de 51,0 para 50,9 pontos, ficando abaixo da projeção de alta para 51,8. O resultado mostra uma economia ainda resiliente, mas com sinais mistos entre os setores, o que mantém a cautela em relação ao ritmo da atividade e às próximas decisões de política monetária do Federal Reserve.
Irã alerta para ampliação do conflito em caso de ataque dos EUA – Em declarações divulgadas nesta quarta-feira (20), o Irã afirmou que uma nova ofensiva dos Estados Unidos poderia ampliar o conflito para além do Oriente Médio, em meio à paralisação das negociações para encerrar a guerra. A manifestação ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, indicar que chegou perto de retomar ataques militares, mas adiou a decisão para dar mais espaço à diplomacia. O impasse mantém elevada a percepção de risco geopolítico, especialmente pela relevância do Estreito de Ormuz para o fluxo global de petróleo. Embora tenham surgido sinais pontuais de flexibilização na passagem de alguns navios, o tráfego ainda permanece abaixo do padrão anterior ao conflito, o que pode continuar pressionando os preços de energia e influenciando as expectativas de inflação internacional.
NACIONAL
IBC-Br avança no 1º trimestre, mas queda em março indica perda de ritmo – Conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (18), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, avançou 1,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. Apesar do crescimento no trimestre, o indicador recuou 0,7% em março frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, em desempenho abaixo do esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,2%. Na comparação com março de 2025, houve alta de 3,1%, enquanto no acumulado em 12 meses o avanço foi de 1,8%. O resultado indica que a economia brasileira ainda apresentou expansão no início do ano, mas a queda na margem sugere perda gradual de ritmo, em meio aos efeitos dos juros elevados sobre crédito, consumo e atividade produtiva.
IFI alerta para fragilidade fiscal apesar de alívio temporário com petróleo – Em relatório divulgado nesta quinta-feira (21), a Instituição Fiscal Independente (IFI) avaliou que o choque nos preços do petróleo trouxe uma folga fiscal temporária para 2026, favorecida pelo impacto sobre exportações e receitas ligadas ao setor. Apesar desse alívio, a instituição apontou que o quadro das contas públicas ainda permanece em equilíbrio frágil, com déficits primários recorrentes e trajetória de crescimento da dívida pública. O relatório também destacou que as projeções do governo para os próximos anos são consideradas otimistas pela IFI, especialmente em relação às metas de resultado primário previstas entre 2027 e 2030. Além disso, a entidade chamou atenção para a pressão das despesas obrigatórias, sobretudo da Previdência, que segue como um dos principais fatores de rigidez do orçamento federal. O diagnóstico reforça a necessidade de acompanhamento da política fiscal, já que a percepção de risco sobre a dívida pode influenciar juros, câmbio e expectativas de mercado.
ONU projeta desaceleração do PIB brasileiro em 2026 – Conforme relatório semestral divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (19), a economia brasileira deve crescer 2,0% em 2026, abaixo da expansão de 2,3% estimada para 2025. Para 2027, a projeção é de retomada moderada, com alta de 2,3%. As estimativas foram mantidas em relação ao relatório anterior, divulgado em janeiro. A perda de ritmo esperada está associada, principalmente, aos efeitos da política monetária ainda restritiva sobre crédito, consumo e investimentos. Apesar disso, a ONU avalia que fatores como mercado de trabalho resiliente, medidas de sustentação da renda e demanda interna ainda podem contribuir para limitar uma desaceleração mais intensa da atividade econômica.
Arrecadação federal cresce em abril e atinge recorde para o mês – De acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (21), a arrecadação do governo federal somou R$ 278,8 bilhões em abril, alta real de 7,82% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi o maior para meses de abril desde o início da série histórica, em 1995, e marcou o oitavo recorde mensal consecutivo. No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação alcançou R$ 1,056 trilhão, avanço real de 5,41% frente ao mesmo período do ano anterior, também em patamar recorde. O desempenho reflete a resiliência da atividade econômica, a melhora em algumas bases de tributação e o efeito de medidas recentes de arrecadação. Apesar do resultado positivo, o avanço das receitas não elimina os desafios fiscais, especialmente diante da pressão das despesas obrigatórias e da necessidade de estabilização da dívida pública.
Investidores estrangeiros retiram recursos da B3 em maio – Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, os investidores estrangeiros retiraram R$ 9,64 bilhões da Bolsa brasileira no acumulado de maio até o dia 15. O movimento representa a maior saída mensal parcial desde abril de 2024, quando o saldo negativo chegou a R$ 11,36 bilhões no mês fechado. A retirada ocorre após forte entrada de capital no início do ano, especialmente em janeiro, quando o fluxo estrangeiro somou R$ 26,31 bilhões. Apesar da saída recente, o saldo acumulado em 2026 ainda permanece positivo, em R$ 46,90 bilhões, sem considerar IPOs e follow-ons. O movimento reflete maior aversão a risco no cenário global, realização de lucros após a valorização recente da Bolsa e cautela dos investidores diante das tensões geopolíticas, da inflação ainda pressionada e da expectativa de juros elevados por mais tempo no Brasil.
Data Referência (15/05/2026 até 21/05/2026):
CDI: 0,27%
Global BDRX: 0,54%
Ibovespa: -0,40%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,40%
IMA Geral ex-C: 0,18%
IMA-B: -0,24%
IMA-B 5: 0,30%
IMA-B 5+: -0,66%
IRF-M: 0,40%
IRF-M 1: 0,31%
IRF-M 1+: 0,44%
S&P 500 (Moeda Original): -0,74%
IPCA + 6,31%: 0,25%