INTERNACIONAL
Ata do Fed mostra maior apoio a alta de juros nos EUA – O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (19) a ata da reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto, na qual manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. O documento mostrou que o apoio a uma alta de juros foi maior do que os três votos dissidentes indicavam, com parte dos dirigentes defendendo aperto monetário adicional diante da persistência da inflação. Apesar disso, a avaliação predominante foi de que os próximos passos devem depender dos dados de inflação, emprego e atividade. A leitura reforça a cautela em relação à política monetária dos Estados Unidos e mantém atenção sobre os impactos dos juros americanos nos mercados globais.
Inflação da zona do euro acelera em julho – A Eurostat divulgou nesta quarta-feira (19) que a inflação anual da zona do euro acelerou para 2,9% em julho, ante 2,8% em junho. O resultado renovou a pressão sobre o Banco Central Europeu, ao indicar persistência das pressões inflacionárias no bloco. A alta reforça a necessidade de cautela na condução da política monetária, especialmente em um cenário de atividade ainda moderada e riscos externos elevados. Para os mercados, o dado reduz o espaço para uma postura mais flexível do BCE no curto prazo.
China mantém principais taxas de juros inalteradas – O Banco do Povo da China manteve nesta quinta-feira (20) suas principais taxas de juros de referência inalteradas, em linha com as expectativas do mercado. A taxa de empréstimo de um ano permaneceu em 3,00%, enquanto a taxa de cinco anos foi mantida em 3,50%. A decisão indica uma postura de cautela da autoridade monetária chinesa, mesmo diante dos sinais de desaceleração da atividade e de recuperação desigual da economia. O dado reforça que o governo ainda busca equilibrar estímulos ao crescimento com a estabilidade financeira.
Inflação do Japão acelera e reforça expectativa de alta de juros – O governo japonês divulgou nesta sexta-feira (21) que a inflação ao consumidor acelerou em julho, em meio ao repasse de custos de importação e energia para os preços domésticos. O avanço dos preços reforçou as expectativas de que o Banco do Japão possa elevar novamente os juros, especialmente diante da persistência da inflação e da fraqueza do iene. Para os mercados, o dado mantém atenção sobre a normalização da política monetária japonesa, após um longo período de juros extremamente baixos.
EUA e Irã seguem em tensão, apesar de sinalização por fim da guerra – Segundo informações publicadas nesta sexta-feira (21), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, defendeu o fim da guerra com os Estados Unidos, afirmando que Teerã ainda se encontra em posição de vantagem. Ao mesmo tempo, Washington ampliou a pressão econômica sobre o país, com ameaças de sanções mais severas e medidas voltadas a restringir as exportações de petróleo iraniano. O cenário mantém elevada a incerteza geopolítica no Oriente Médio, especialmente em relação ao Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Para os mercados, a continuidade das tensões pode pressionar os preços da commodity, a inflação global e as decisões de política monetária nas principais economias.
NACIONAL
IBC-Br recua em junho e reforça desaceleração da atividade – O Banco Central divulgou na segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central recuou 0,6% em junho, na comparação com maio, considerando a série com ajuste sazonal. O resultado interrompeu a sequência positiva do indicador e confirmou sinais de perda de ritmo da economia no encerramento do segundo trimestre. Na abertura setorial, os dados apontaram queda da indústria e dos serviços, enquanto a agropecuária registrou avanço. A leitura reforça um cenário de desaceleração gradual da atividade, em meio aos efeitos dos juros elevados sobre consumo e investimentos.
Inadimplência das empresas atinge novo recorde no Brasil – A Serasa Experian informou nesta segunda-feira (17) que a inadimplência das empresas atingiu novo recorde em junho, superando 9,1 milhões de CNPJs negativados. No período, o volume de dívidas chegou a R$ 232,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente acumulava 7,3 contas em atraso, com dívida média de R$ 25.508,96 por CNPJ. O resultado reforça a pressão financeira sobre o setor produtivo, em um ambiente de juros ainda elevados, crédito restritivo e desaceleração da atividade econômica.
Saída de estrangeiros da Bolsa preocupa mercado – Dados da B3 apontaram que investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 12,6 bilhões da Bolsa brasileira entre os dias 10 e 14 de agosto, em meio à maior cautela com os ativos locais. O movimento ocorre em um cenário de incertezas fiscais e eleitorais domésticas e de maior aversão ao risco no ambiente externo. A redução do fluxo estrangeiro pode aumentar a volatilidade da Bolsa e do câmbio e pressionar o desempenho dos ativos de risco no curto prazo.
Tesouro realiza maior leilão de títulos de inflação desde abril – O Tesouro Nacional realizou nesta semana o maior leilão de títulos públicos atrelados à inflação desde abril, após o vencimento recorde de papéis indexados ao IPCA. A operação buscou atender à demanda dos investidores por ativos de proteção inflacionária e recompor parte da oferta de títulos após o volume elevado de vencimentos. O movimento ocorre em um ambiente de juros reais ainda elevados, no qual os papéis indexados à inflação seguem atrativos para investidores que buscam proteção de longo prazo.
Galípolo destaca papel dos juros no equilíbrio entre demanda e oferta – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na segunda-feira (17) que a política de juros está relacionada ao descasamento entre demanda e oferta na economia. Segundo ele, a economia brasileira opera em um cenário de pleno emprego, com demanda crescendo acima da oferta, o que exige uma taxa de juros em patamar restritivo para reequilibrar a atividade e conter pressões inflacionárias. A declaração reforça a postura cautelosa do Banco Central, mesmo diante dos sinais recentes de desaceleração econômica.
Data Referência (14/08/2026 até 20/08/2026):
CDI: 0,26%
Global BDRX: -1,89%
Ibovespa: 0,49%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,43%
IMA Geral ex-C: 0,38%
IMA-B: 0,88%
IMA-B 5: 0,45%
IMA-B 5+: 1,18%
IRF-M: 0,17%
IRF-M 1: 0,27%
IRF-M 1+: 0,14%
S&P 500 (Moeda Original): -2,02%
IPCA + 6,31%: 0,07%