INTERNACIONAL
Inflação dos EUA registra primeira queda mensal desde 2020 – O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira (14) que o índice de preços ao consumidor recuou 0,4% em junho, após alta no mês anterior. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado e marcou a primeira variação mensal negativa do indicador desde maio de 2020. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 3,5%, ante 4,2% em maio, também abaixo do esperado. A queda foi influenciada principalmente pelo recuo nos preços de energia, especialmente gasolina, trazendo alívio ao cenário inflacionário no curto prazo. Apesar disso, a inflação anual ainda permanece acima da meta do Federal Reserve, mantendo a política monetária norte-americana no radar.
PIB da China desacelera no segundo trimestre – O Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou nesta quarta-feira (15) que a economia chinesa cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, desacelerando frente à alta de 5,0% registrada no primeiro trimestre. O resultado marcou o menor ritmo de crescimento em mais de três anos e reforçou os sinais de perda de força da atividade. A desaceleração foi influenciada pela fraqueza do consumo das famílias, apesar do desempenho ainda positivo da indústria e das exportações. O dado amplia as dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento chinês e aumenta a pressão por novas medidas de estímulo por parte do governo.
Zona do euro registra déficit comercial em abril – Dados da Eurostat mostraram que a zona do euro registrou déficit comercial de 1,0 bilhão de euros em abril de 2026, revertendo o superávit de 4,9 bilhões de euros observado em março. As exportações somaram 255,4 bilhões de euros, enquanto as importações alcançaram 256,4 bilhões de euros. O resultado também representou piora em relação ao superávit de 8,7 bilhões de euros registrado em abril de 2025. A deterioração foi influenciada principalmente pelo aumento do déficit de energia e pelo menor superávit em máquinas e veículos, reforçando a sensibilidade do bloco aos custos de energia e às condições do comércio global.
Produção industrial da zona do euro recua em maio – A Eurostat divulgou nesta quarta-feira (15) que a produção industrial da zona do euro caiu 0,2% em maio, na comparação com abril, contrariando a expectativa de alta de 0,2% do mercado. Em relação a maio de 2025, o indicador recuou 1,2%, reforçando os sinais de fraqueza da indústria no bloco. O resultado interrompeu a melhora observada no mês anterior, quando a produção havia avançado 0,3%, e refletiu um ambiente ainda desafiador para o setor manufatureiro europeu. O dado reforça a cautela em relação ao ritmo da atividade na zona do euro, especialmente diante de custos ainda elevados e incertezas no comércio global.
Tensões entre Estados Unidos e Irã elevam risco geopolítico no Oriente Médio – Segundo a Reuters, nesta sexta-feira (17), as tensões entre Estados Unidos e Irã se intensificaram com novos ataques contra infraestruturas na região, incluindo pontes, aeroporto e instalações de energia. A escalada aumentou a preocupação com a segurança de rotas estratégicas no Golfo, especialmente o Estreito de Hormuz, importante para o transporte global de petróleo. O movimento pressionou os preços da commodity e elevou a percepção de risco nos mercados internacionais. A continuidade das tensões pode afetar custos de energia, inflação global e decisões de política monetária nas principais economias.
NACIONAL
Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros aumentam preocupação comercial – As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos nesta semana colocaram o Brasil entre os países mais afetados pela política comercial norte-americana. Segundo levantamento da Global Trade Alert, citado em matéria publicada nesta sexta-feira (17), a tarifa efetiva aplicada aos produtos brasileiros deve ficar entre as maiores do mundo, atrás apenas da China. A medida aumenta a preocupação sobre o desempenho das exportações brasileiras para os EUA, especialmente em setores mais expostos ao mercado norte-americano. Para a economia brasileira, o impacto dependerá da abrangência das tarifas, da lista de exceções e da capacidade de redirecionamento das vendas externas para outros mercados.
Vendas no varejo avançam em maio, mas frustram expectativas – O comércio varejista brasileiro registrou leve alta de 0,1% em maio, na comparação com abril, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quinta-feira (16). Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado, indicando crescimento mais fraco do consumo no período. O avanço foi influenciado por segmentos pontuais, mas ainda refletiu um ambiente de cautela das famílias, em meio aos juros elevados e ao crédito mais restritivo. O dado sugere que o varejo segue em trajetória moderada, sem sinalizar aceleração mais consistente da demanda doméstica.
Setor de serviços recua em maio e fica abaixo do esperado – Após apresentar recuperação no mês anterior, o volume de serviços no Brasil caiu 0,4% em maio, na comparação com abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (15). O resultado frustrou a expectativa de leve alta do mercado e foi influenciado principalmente pelo desempenho mais fraco de transportes e outros serviços. Apesar da queda na margem, o setor ainda segue em patamar elevado em relação ao período pré-pandemia. O dado aponta perda de ritmo da atividade de serviços no curto prazo, reforçando sinais de moderação da economia.
IBC-Br avança em maio e supera expectativas – A atividade econômica brasileira voltou a mostrar leve avanço em maio, com alta de 0,10% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, considerado uma prévia do PIB. O dado, divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (17), veio acima das expectativas do mercado, embora ainda indique crescimento moderado da atividade. Na comparação com maio de 2025, o indicador registrou alta de 0,8%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a mostrar avanço de 1,4%. O resultado sugere que a economia brasileira ainda mantém alguma resiliência, mas em ritmo mais contido, em meio aos efeitos dos juros elevados sobre consumo e investimentos.
IGP-10 registra queda em julho, com recuo mais intenso dos preços – Os preços medidos pelo Índice Geral de Preços – 10 voltaram a cair em julho, com recuo de 1,13%, após queda de 0,30% em junho, conforme divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta sexta-feira (17). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 2,00% no ano e de 2,68% em 12 meses. A queda mais intensa reforça o alívio nas pressões de preços no atacado, especialmente em itens ligados ao produtor, embora o índice ainda acumule avanço em 12 meses. O dado contribui para uma leitura mais favorável dos índices gerais de preços, mas ainda deve ser acompanhado junto aos demais indicadores de inflação ao consumidor.
Data Referência (10/07/2026 até 16/07/2026):
CDI: 0,26%
Global BDRX: -0,56%
Ibovespa: 0,63%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,51%
IMA Geral ex-C: 0,35%
IMA-B: 0,46%
IMA-B 5: 0,40%
IMA-B 5+: 0,51%
IRF-M: 0,45%
IRF-M 1: 0,33%
IRF-M 1+: 0,49%
S&P 500 (Moeda Original): -0,13%
IPCA + 6,31%: 0,17%