Boletim Econômico – 15.05.2026

INTERNACIONAL

Inflação dos EUA acelera com pressão dos combustíveis – De acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta terça-feira (12), a inflação preços ao consumidor (IPC) acelerou para 3,8% em abril no acumulado em 12 meses, atingindo o maior nível em três anos e ficando acima das expectativas do mercado. O resultado foi influenciado principalmente pela alta dos preços de energia, em meio ao avanço do petróleo provocado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. A pressão sobre combustíveis também afetou outros segmentos da economia, como transporte, passagens aéreas, alimentos e bens de consumo. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, também avançou, passando de 2,6% para 2,8% em 12 meses. Com isso, o indicador reforça um cenário mais cauteloso para o Federal Reserve, reduzindo o espaço para cortes de juros no curto prazo e aumentando a percepção de que a política monetária poderá permanecer restritiva por mais tempo.

PIB da zona do euro confirma crescimento moderado no 1º trimestre – Conforme estimativa divulgada pela Eurostat nesta quarta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou 0,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. Na comparação anual, a economia do bloco cresceu 0,8%, confirmando um ritmo ainda moderado. O resultado indica que a atividade econômica segue em recuperação gradual, refletindo o baixo dinamismo de parte da indústria e do consumo nas principais economias da região. Apesar da variação positiva, o desempenho limitado mantém um cenário de cautela para o Banco Central Europeu, especialmente diante dos juros ainda restritivos e das incertezas acerca dos impactos dos conflitos no Oriente Médio.

Pedidos de seguro-desemprego nos EUA sobem, mas seguem em patamar baixo – Em levantamento publicado pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta quinta-feira (14), os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 211 mil na semana encerrada em 9 de maio, avanço de 12 mil em relação à semana anterior, revisada para 199 mil solicitações. Apesar da alta semanal, o indicador permanece em nível historicamente reduzido, sinalizando que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente, ainda que com sinais pontuais de acomodação. Os pedidos continuados também avançaram, chegando a 1,782 milhão na semana encerrada em 2 de maio, o que reforça uma leitura de desaceleração gradual, mas sem indicar deterioração relevante do emprego no curto prazo.

Crédito bancário da China surpreende negativamente em abril – De acordo com dados do Banco do Povo da China divulgados nesta quinta-feira (14), os novos empréstimos bancários registraram saldo negativo em abril, indicando que o volume de pagamentos realizados pelos tomadores superou as novas concessões de crédito no período. O resultado foi de -10 bilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 1,5 bilhão, ficando bem abaixo da expectativa de mercado, que projetava 325 bilhões de yuans em novos empréstimos. Apesar da retração no crédito, a base monetária M2 avançou 8,6% em 12 meses, levemente acima da projeção de 8,5%. O dado reforça a percepção de demanda ainda fraca por crédito na economia chinesa, em um ambiente de recuperação irregular da atividade, consumo moderado e maior cautela de empresas e famílias.

Irã defende proposta de paz e mantém tensão com os EUA – De acordo com informações divulgadas pela Reuters nesta segunda-feira (11), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a proposta apresentada por Teerã para encerrar o conflito com os Estados Unidos e reabrir o Estreito de Ormuz era “legítima e generosa”. A manifestação ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitar a resposta iraniana e classificá-la como “totalmente inaceitável”. Entre os pontos defendidos pelo Irã estão o fim do bloqueio, a liberação de ativos congelados no exterior e garantias de segurança na região. Apesar da tentativa de negociação, o impasse mantém elevada a percepção de risco geopolítico no Oriente Médio, especialmente pelo peso do Estreito de Ormuz no comércio global de petróleo, o que pode continuar pressionando os preços da energia e influenciando as expectativas de inflação internacional.

NACIONAL

IPCA desacelera em abril, mas acumulado em 12 meses avança – Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (12), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,67% em abril, desacelerando em relação à alta de 0,88% registrada em março. No acumulado do ano, a inflação chegou a 2,60%, enquanto em 12 meses acelerou para 4,39%, acima dos 4,14% observados no período anterior. Apesar de o resultado mensal ter vindo levemente abaixo das expectativas do mercado, a inflação segue próxima ao limite superior da meta, mantendo um cenário de cautela para a política monetária. A leitura reforça a necessidade de acompanhamento das pressões de preços, especialmente em alimentos, serviços e itens administrados, e sustenta a atratividade dos ativos de renda fixa em um ambiente de juros ainda elevados.

Vendas no varejo avançam em março e renovam recorde – De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (13), o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,5% em março, na comparação com fevereiro, na série com ajuste sazonal. Com o resultado, o setor atingiu novo patamar recorde da série histórica iniciada em 2000. Frente a março de 2025, o varejo avançou 4,0%, enquanto no acumulado do ano registra alta de 2,4% e, em 12 meses, crescimento de 1,8%. O varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, também apresentou desempenho positivo, com alta de 0,3% no mês e crescimento de 6,5% na comparação anual. O resultado sinaliza resiliência do consumo das famílias, apesar do ambiente de juros ainda elevados, mas não elimina a leitura de desaceleração gradual da atividade econômica ao longo dos próximos meses.

Setor de serviços recua em março e fica abaixo das expectativas – Em levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (15), o volume de serviços no Brasil caiu 1,2% em março, na comparação com fevereiro, resultado bem abaixo da expectativa de mercado, que projetava recuo de 0,1%. Apesar da queda mensal, o setor ainda registrou alta de 3,0% frente a março de 2025, acumulando avanço de 2,3% no ano e de 2,8% em 12 meses. O recuo foi observado nas cinco atividades pesquisadas, com destaque negativo para transportes, que caiu 1,7%, influenciado principalmente pelo transporte rodoviário de cargas e pelo transporte aéreo de passageiros. O resultado reforça sinais de perda de fôlego na atividade econômica, especialmente após meses de desempenho mais fraco no setor, mas ainda sem indicar reversão completa do crescimento acumulado em 12 meses.

Fluxo cambial fica negativo no início de maio – Segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (13), o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$ 1,439 bilhão em maio até o dia 8, considerando as operações de câmbio contratado no período. O resultado foi influenciado principalmente pelo canal financeiro, que apresentou saída líquida de US$ 2,185 bilhões, refletindo operações como investimentos em carteira, remessas de lucros, juros e demais movimentações financeiras. Por outro lado, o canal comercial registrou entrada líquida de US$ 747 milhões, ajudando a compensar parcialmente a saída de recursos. Apesar do saldo negativo no início do mês, o fluxo cambial ainda permanece positivo no acumulado de 2026, em US$ 11,958 bilhões, indicando que o movimento recente deve ser acompanhado, mas sem representar, isoladamente, uma mudança estrutural no cenário externo brasileiro.

Mercado de trabalho segue aquecido no 1º trimestre – Conforme dados da PNAD Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14), o mercado de trabalho brasileiro manteve sinais de resiliência no primeiro trimestre de 2026, mesmo com a alta sazonal da taxa de desocupação no período. A massa de rendimento médio real habitualmente recebida em todos os trabalhos alcançou R$ 374,8 bilhões, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior, de R$ 372,5 bilhões, e registrando crescimento em relação ao mesmo período de 2025, quando somava R$ 350,0 bilhões. O levantamento também apontou queda no tempo de procura por ocupação em diferentes faixas, reforçando uma maior rapidez na recolocação profissional. Assim, apesar do aumento do desemprego no início do ano, típico do período pós-contratações temporárias, o indicador permaneceu em patamar reduzido para padrões históricos, sinalizando sustentação da renda das famílias e continuidade de um mercado de trabalho ainda aquecido.

Data Referência (08/05/2026 até 14/05/2026):

CDI: 0,27%
Global BDRX: 1,30%
Ibovespa: -2,65%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,11%
IMA Geral ex-C: -0,02%
IMA-B: -0,24%
IMA-B 5: 0,05%                                                                                                       
IMA-B 5+: -0,47%
IRF-M: -0,48%
IRF-M 1: 0,22%
IRF-M 1+: -0,75%
S&P 500 (Moeda Original): 2,24%
IPCA + 6,31%: 0,25%

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