Boletim Econômico – 10.07.2026

INTERNACIONAL

PMI composto dos EUA sobe em junho e indica expansão moderada – A S&P Global divulgou nesta segunda-feira (6) que o PMI composto dos Estados Unidos subiu para 51,9 pontos em junho, ante 51,5 pontos em maio. O indicador permaneceu acima da linha de 50 pontos, que separa expansão de contração, apontando continuidade do crescimento da atividade privada, ainda que em ritmo moderado. A leitura final ficou abaixo da estimativa preliminar, de 52,2 pontos, refletindo avanço mais contido do setor de serviços, enquanto a indústria seguiu contribuindo positivamente para o resultado. O dado reforça a percepção de resiliência da economia norte-americana, mas ainda sinaliza um ambiente de moderação da atividade.

Ata do Fomc mostra divisão sobre os próximos passos dos juros nos EUA – O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (8) a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, na qual a taxa de juros foi mantida no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. O documento mostrou que os dirigentes seguem atentos aos riscos para a estabilidade de preços, ao mesmo tempo em que parte dos membros observa sinais de moderação no mercado de trabalho. A ata indicou divergências sobre os próximos passos da política monetária, reforçando que novas decisões dependerão da evolução dos dados de inflação, emprego e atividade. A leitura mantém a percepção de cautela em relação à trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Inflação ao produtor da China acelera pelo quarto mês consecutivo – O Departamento Nacional de Estatísticas da China divulgou nesta quinta-feira (9) que o índice de preços ao produtor avançou 4,1% em junho na comparação anual, acelerando pelo quarto mês consecutivo e atingindo o maior patamar desde julho de 2022. O resultado veio em linha com as expectativas e refletiu pressões de custos em setores industriais, em meio à recuperação gradual da atividade manufatureira. Por outro lado, a inflação ao consumidor desacelerou para 1,0% no mesmo período, indicando que o repasse ao consumo final ainda segue limitado. O dado mantém a atenção sobre as pressões de custos na economia chinesa e seus possíveis reflexos sobre cadeias globais de produção.

Ata do BCE reforça cautela na condução dos juros na zona do euro – O Banco Central Europeu divulgou nesta quinta-feira (9) a ata da reunião realizada nos dias 10 e 11 de junho, quando elevou as taxas de juros em 0,25 ponto percentual. O documento mostrou que os dirigentes seguem avaliando riscos de inflação persistente, especialmente diante dos efeitos dos preços de energia e das incertezas geopolíticas. Apesar da decisão de alta, o BCE evitou sinalizar um caminho pré-definido para os próximos encontros, reforçando uma abordagem dependente dos dados. A ata confirmou uma postura cautelosa da autoridade monetária, em um cenário de inflação ainda acima da meta e atividade econômica moderada.

Tensões no Estreito de Hormuz elevam preocupação com oferta de petróleo – Segundo a Reuters, em matéria publicada nesta sexta-feira (10), o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Hormuz desacelerou nesta semana, após nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorreu em meio a ataques envolvendo embarcações comerciais, respostas militares na região do Golfo e incertezas sobre a manutenção das negociações diplomáticas. Como o estreito é uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, o aumento do risco geopolítico voltou a pressionar a percepção dos mercados sobre oferta de energia. Apesar de oscilações nos preços, o cenário segue sensível a novos desdobramentos, com possíveis impactos sobre petróleo, inflação global e decisões de política monetária.

NACIONAL

IPCA desacelera em junho e fica abaixo do esperado – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (10) que o IPCA avançou 0,16% em junho, abaixo da alta de 0,58% registrada em maio e também das expectativas do mercado. Com o resultado, a inflação acumulou alta de 3,37% no ano e de 4,64% em 12 meses. A desaceleração foi influenciada principalmente pela queda de Alimentação e bebidas, enquanto a redução dos combustíveis também ajudou a conter o índice. Por outro lado, Habitação seguiu como a principal pressão positiva do mês, refletindo o avanço da energia elétrica residencial. O dado traz uma leitura mais favorável para a inflação no curto prazo, mas o acumulado em 12 meses ainda permanece acima do centro da meta, mantendo a política monetária no radar.

FMI eleva projeção para o crescimento do Brasil em 2026 – O Fundo Monetário Internacional divulgou nesta quarta-feira (8) uma atualização de suas projeções econômicas, elevando a estimativa para o crescimento do Brasil em 2026 de 1,9% para 2,4%. Para 2027, a projeção também foi revisada para cima, de 2,0% para 2,2%, embora ainda indique desaceleração em relação ao desempenho esperado para este ano. A melhora nas estimativas reflete uma leitura mais favorável sobre a atividade brasileira, mesmo em um cenário de juros ainda elevados e incertezas fiscais. O dado reforça a percepção de maior resiliência da economia no curto prazo, mas mantém a atenção sobre a sustentabilidade do crescimento nos próximos períodos.

Balança comercial registra superávit na primeira semana de julho – A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou nesta segunda-feira (6) que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,273 bilhões na primeira semana de julho. O resultado foi formado por exportações de US$ 5,891 bilhões e importações de US$ 3,618 bilhões. No acumulado do ano até a primeira semana de julho, o saldo comercial chegou a US$ 44,630 bilhões, acima do registrado no mesmo período de 2025. O dado reforça a contribuição positiva do setor externo para a economia brasileira, embora o desempenho dos próximos meses ainda dependa do ritmo das exportações, das importações e das condições do comércio global.

BC registra perda com swaps cambiais em junho – O Banco Central informou nesta terça-feira (7) que registrou perda de R$ 9,277 bilhões com sua posição em swaps cambiais em junho, pelo critério caixa. No acumulado do ano, o resultado das operações também permaneceu negativo, refletindo os efeitos da variação cambial sobre os instrumentos utilizados pela autoridade monetária. As operações de swap cambial são usadas pelo BC para oferecer proteção ao mercado em momentos de volatilidade, sem envolver venda direta de reservas internacionais. O dado chama atenção para o impacto financeiro dessas operações, embora a atuação do Banco Central tenha como objetivo principal suavizar movimentos excessivos no câmbio, e não gerar lucro.

IGP-DI cai 0,79% em junho, com recuo dos preços ao produtor – A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta terça-feira (7) que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,79% em junho, após alta de 0,87% em maio. O resultado foi mais intenso que o esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,60%. Com o dado, o índice acumulou alta de 3,00% no ano e de 3,59% em 12 meses. A queda foi puxada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que recuou 1,36%, refletindo alívio em commodities minerais e agrícolas. O resultado indica menor pressão nos preços ao produtor, embora o indicador ainda acumule avanço no ano.

Data Referência (03/07/2026 até 09/07/2026):

CDI: 0,26%

Global BDRX: -0,10%

Ibovespa: -0,03%

IDkA IPCA 2 Anos: 0,68%

IMA Geral ex-C: 0,56%

IMA-B: 1,28%

IMA-B 5: 0,64%

IMA-B 5+: 1,80%

IRF-M: 0,53%

IRF-M 1: 0,30%

IRF-M 1+: 0,61%

S&P 500 (Moeda Original): 0,81%

IPCA + 6,31%: 0,18%