INTERNACIONAL
Indústria dos EUA contrai em dezembro – Nesta segunda-feira (05), o Institute for Supply Management (ISM) informou que o PMI industrial dos Estados Unidos recuou para 47,9 pontos em dezembro, ante 48,2 em novembro, registrando o nível mais baixo desde outubro de 2024 e sinalizando o 10º mês consecutivo de contração do setor. A leitura veio abaixo do esperado pelo mercado, que projetava 48,4 pontos, em um ambiente ainda marcado por demanda enfraquecida, com novos pedidos em patamar contracionista e pressão de custos, com o índice de preços pagos permanecendo elevado.
Payroll dos EUA vem abaixo do esperado em dezembro – Nesta sexta-feira (09), o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que a economia criou 50 mil vagas fora do setor agrícola em dezembro, abaixo da expectativa de 60 mil, enquanto o dado de novembro foi revisado para 56 mil. Apesar do ritmo mais fraco de contratação, a taxa de desemprego recuou para 4,4%, reforçando a leitura de um mercado de trabalho com baixa rotatividade, com empresas evitando tanto contratações quanto demissões em um ambiente de incerteza ligado a tarifas e ao aumento de investimentos em inteligência artificial. Com esse pano de fundo, o dado sustenta a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve na reunião deste mês.
Inflação na China acelera em dezembro, mas deflação ao produtor persiste – Nesta sexta-feira (09), dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostraram que a inflação ao consumidor da China subiu 0,8% em dezembro na comparação anual, em linha com o esperado e acima de novembro (0,7%), atingindo o maior nível em cerca de três anos. No mês, os preços avançaram 0,2%, após queda de 0,1% em novembro, com pressão concentrada em alimentos, especialmente vegetais frescos e carne bovina. Apesar da melhora no CPI, o índice de preços ao produtor seguiu em deflação, com recuo de 1,9% na comparação anual, ainda refletindo demanda doméstica fraca e reforçando a expectativa de novas medidas de estímulo para sustentar a atividade.
Zona do euro tem desemprego de 6,3% em novembro, abaixo do esperado – Nesta quinta-feira (08), a Eurostat informou que a taxa de desemprego da zona do euro caiu para 6,3% em novembro de 2025, ante 6,4% em outubro, ficando abaixo do consenso de mercado, que projetava estabilidade em 6,4%. No total, a região registrou 10,937 milhões de desempregados no mês, com redução de 71 mil pessoas em relação a outubro, reforçando a leitura de um mercado de trabalho ainda resiliente no fim de 2025.
União Europeia destrava acordo com Mercosul – Nesta sexta-feira (09), os países da União Europeia deram aval provisório ao acordo comercial com o Mercosul, segundo diplomatas ouvidos por agências internacionais, apesar da oposição de França, Irlanda e outros membros preocupados com impactos sobre o setor agrícola. A sinalização favorável abre caminho para a assinatura do tratado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prevista para a próxima segunda-feira (12), no Paraguai, enquanto a formalização ainda depende de confirmações por escrito e de etapas posteriores de ratificação, incluindo o Parlamento Europeu.
NACIONAL
IPCA sobe 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26% – Nesta sexta-feira (09), o IBGE informou que o IPCA avançou 0,33% em dezembro de 2025, acima de novembro (0,18%) e no menor patamar para um mês de dezembro desde 2018. Com isso, a inflação oficial encerrou 2025 em 4,26%, abaixo de 2024 (4,83%) e abaixo do teto da meta de inflação do CMN, de 4,5%. No mês, a maior contribuição veio de Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 p.p., influenciada por transporte por aplicativo e passagens aéreas, além de combustíveis, com destaque para o etanol. Em sentido oposto, Habitação recuou 0,33% e exerceu impacto de -0,05 p.p., refletindo a queda da energia elétrica residencial com a mudança de bandeira tarifária. No acumulado do ano, Habitação liderou o impacto, com alta de 6,79% e contribuição de 1,02 p.p., enquanto Alimentação e bebidas desacelerou e fechou 2025 em 2,95%, bem abaixo dos 7,69% de 2024.
PMI de serviços do Brasil acelera em dezembro – Nesta terça-feira (06), a S&P Global informou que o PMI de serviços do Brasil subiu de 50,1 pontos em novembro para 53,7 pontos em dezembro, indicando aceleração da atividade e melhora relevante da demanda. O avanço foi acompanhado por crescimento mais forte das vendas, reforço de contratações e sinais de alívio nas pressões inflacionárias do setor, favorecidos por custos e preços industriais mais contidos. Apesar disso, a confiança moderou, com parte das empresas citando incertezas ligadas ao ambiente econômico e às eleições de 2026. No agregado, o PMI composto voltou ao campo de expansão, ao avançar de 49,6 para 52,1 pontos, movimento sustentado pelo setor de serviços, enquanto a indústria permaneceu em contração.
Balança comercial do Brasil fecha 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões – Nesta terça-feira (06), a Secex, do MDIC, informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, resultado de exportações de US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões. O saldo foi o terceiro maior da série histórica, ficando acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de US$ 65,0 bilhões, embora abaixo do registrado em 2024, de US$ 74,6 bilhões. Em dezembro, o superávit foi de US$ 9,633 bilhões, com exportações de US$ 31,038 bilhões e importações de US$ 21,405 bilhões, acima do consenso do mercado. Na comparação anual, as exportações de dezembro avançaram 24,7%, com destaque para altas na agropecuária e na indústria extrativa, enquanto as importações cresceram 5,7%, puxadas principalmente pela indústria de transformação.
Estrangeiros fecham 2025 com saldo positivo na B3, mas fluxo trava no 2º semestre – Nesta terça-feira (06), dados da Elos Ayta indicaram que 2025 terminou com entrada líquida de recursos estrangeiros na B3, revertendo o saldo negativo do ano anterior. O ponto central, porém, é a quebra de ritmo ao longo do ano: depois de um primeiro semestre mais ativo, o fluxo praticamente travou entre julho e dezembro, com resultado próximo de zero e saldo pior quando se excluem operações como IPOs e follow-ons. A leitura é de um investidor estrangeiro mais tático, ajustando posições pontualmente, sem ampliar exposição de forma consistente, embora mantendo participação elevada nas negociações, com liquidez mais forte no fim do ano.
Produção industrial fica estável em novembro – Nesta quinta-feira (08), o IBGE informou que a produção industrial ficou estável em novembro (0,0%) na série com ajuste sazonal, após leve alta em outubro (0,1%). Na comparação com novembro de 2024, o setor voltou a recuar, com queda de 1,2%, enquanto no acumulado de 2025 a indústria avança 0,6% e, em 12 meses, cresce 0,7%, ainda em campo positivo, mas com perda de ritmo. No detalhe mensal, o resultado foi pressionado principalmente pelas indústrias extrativas, que caíram 2,6%, refletindo menor produção de petróleo, gás e minério de ferro, além de recuos em segmentos como veículos, químicos, alimentos e bebidas. Por outro lado, avanços em farmacêuticos e em alguns ramos industriais ajudaram a compensar parcialmente as perdas. Mesmo com a acomodação no mês, a produção segue 2,4% acima do patamar pré-pandemia, mas ainda 14,8% abaixo do recorde histórico.
Data Referência (02/01/2026 até 08/01/2026)
CDI: 0,28%
Dólar: -2,12%
Ibovespa: 1,12%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,29%
IMA Geral ex-C: 0,23%
IMA-B: -0,19%
IMA-B 5: 0,22%
IMA-B 5+: -0,50%
IRF-M: 0,55%
IRF-M 1: 0,28%
IRF-M 1+: 0,67%
S&P 500 (Moeda Original): 1,11%
IPCA + 6,31%: 0,20%