IPCA-15 sobe 0,41% em junho e acumula alta de 4,80% em 12 meses
Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25), o IPCA-15 registrou alta de 0,41% em junho, abaixo do avanço de 0,62% observado em maio. Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,45% no ano e de 4,80% em 12 meses, acelerando em relação à leitura anterior, de 4,64%.
Na abertura por grupos, Alimentação e bebidas exerceu o maior impacto sobre o índice, com alta de 0,74% e contribuição de 0,16 p.p. Em seguida, Habitação avançou 0,72%, com impacto de 0,11 p.p. Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 66% da variação mensal, mostrando que as pressões seguiram concentradas em itens relevantes no orçamento das famílias, mesmo com a desaceleração do índice cheio.
Em Alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio perdeu força, passando de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Ainda assim, itens como batata-inglesa, tomate, feijão-carioca e cebola continuaram pressionando o grupo. Em Habitação, o destaque foi a energia elétrica residencial, que avançou 2,04% e teve o maior impacto individual sobre o IPCA-15 do mês, refletindo a bandeira tarifária amarela e reajustes em algumas áreas pesquisadas.
Por outro lado, Transportes registrou leve queda de 0,03%, ajudando a limitar uma alta mais forte do índice geral. O principal alívio veio dos combustíveis, que recuaram 1,22% no mês, com destaque para as quedas da gasolina e do etanol.
Dessa forma, embora o IPCA-15 tenha desacelerado em junho, o avanço do acumulado em 12 meses reforça que a inflação segue como ponto de atenção para o mercado e para a condução da política monetária.
Em relação às expectativas, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (22) elevou a projeção para o IPCA de 2026 para 5,33%, patamar acima do limite superior da meta, mantendo o tema inflacionário no centro das atenções.