Boletim Econômico – 31.07.2026

INTERNACIONAL

Fed mantém juros dos EUA pela quinta reunião seguida – Em sua primeira decisão sob a presidência de Kevin Warsh, o Federal Reserve manteve nesta quarta-feira (29) a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão veio em linha com as expectativas do mercado e reforçou a postura de cautela da autoridade monetária diante da inflação ainda resistente e dos sinais de desaceleração da atividade. A manutenção dos juros indica que o Fed segue dependente dos próximos dados de inflação, emprego e crescimento antes de sinalizar qualquer mudança mais clara na política monetária.

PIB da zona do euro cresce acima do esperado no segundo trimestre – A economia da zona do euro avançou 0,4% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados preliminares da Eurostat divulgados nesta quinta-feira (30). O resultado superou a expectativa de alta de 0,2% e indicou maior resiliência da atividade no bloco, mesmo diante dos efeitos dos custos de energia e das incertezas externas. O avanço acima do esperado reduz, no curto prazo, as preocupações com uma desaceleração mais intensa, mas também mantém atenção sobre os possíveis impactos para a condução da política monetária pelo Banco Central Europeu.

Atividade industrial da China volta a contrair em julho – A indústria chinesa voltou a perder força em julho, com o PMI industrial oficial caindo para 49,3 pontos, ante 50,6 pontos em junho, conforme divulgado nesta sexta-feira (31). Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade. O resultado refletiu enfraquecimento da demanda, tanto doméstica quanto externa, além de pressões sobre a indústria em meio às tensões comerciais e aos efeitos de eventos climáticos no período. O dado reforça os sinais de desaceleração da economia chinesa e aumenta as expectativas por novas medidas de estímulo para sustentar a atividade.

Banco do Japão mantém juros, mas sinaliza novas altas – O Banco do Japão decidiu nesta sexta-feira (31) manter sua taxa básica de juros em 1%, em decisão tomada por 8 votos a 1. Apesar da manutenção, a autoridade monetária reforçou que está pronta para elevar novamente os juros caso as pressões inflacionárias continuem avançando. A decisão ocorre após o aumento realizado em junho, que levou os juros ao maior patamar em mais de três décadas. Para os mercados, a sinalização mantém atenção sobre os próximos passos da política monetária japonesa, especialmente diante dos efeitos do iene fraco, dos custos de importação e das pressões sobre os preços.

Kospi registra maior alta diária da história – O índice Kospi, principal referência da bolsa da Coreia do Sul, saltou 18% nesta quinta-feira (30), registrando o maior ganho diário de sua história. O movimento foi impulsionado pela forte valorização de ações ligadas à tecnologia e semicondutores, em meio ao otimismo global com inteligência artificial e à recuperação do apetite ao risco nos mercados asiáticos. Empresas como Samsung Electronics e SK Hynix estiveram entre os principais destaques do pregão, refletindo a expectativa de maior demanda por chips de memória avançados. Apesar da forte alta, o desempenho também reforça a volatilidade recente das bolsas globais, especialmente em setores mais sensíveis às expectativas sobre tecnologia, juros e crescimento econômico.

NACIONAL

IPCA-15 desacelera em julho e fica abaixo do esperado – A prévia da inflação brasileira perdeu força em julho, com alta de 0,06%, após avanço de 0,41% em junho, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta terça-feira (28). O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado e levou o IPCA-15 a acumular alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses. A desaceleração reforça uma leitura mais favorável para a inflação no curto prazo, embora o índice ainda permaneça acima do centro da meta, mantendo a política monetária no radar.

Desemprego cai ao menor nível para o período – O mercado de trabalho brasileiro voltou a mostrar força no trimestre encerrado em junho, com a taxa de desocupação recuando para 5,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quinta-feira (30). O resultado marcou o menor nível para o período e veio acompanhado de redução da população desocupada. O dado reforça a resiliência do mercado de trabalho, mas também exige acompanhamento dos efeitos sobre renda, consumo e possíveis pressões inflacionárias.

Dívida bruta sobe para 81,9% do PIB em junho – A dívida bruta do governo geral voltou a avançar em junho, alcançando 81,9% do Produto Interno Bruto, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (31). O resultado representa o maior patamar desde 2021 e reforça a atenção do mercado sobre a trajetória fiscal do país. Em um ambiente de juros elevados, o avanço do endividamento tende a ampliar a preocupação com o custo da dívida e com a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos.

IGP-M recua em julho, com alívio nos preços ao produtor – O Índice Geral de Preços – Mercado caiu 1,16% em julho, após queda de 0,50% em junho, conforme divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta quinta-feira (30). Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses. A queda foi influenciada pelo aprofundamento do recuo dos preços ao produtor e pela desaceleração do índice ao consumidor, reforçando o alívio nas pressões de preços no atacado.

Incerteza econômica recua em julho – O Indicador de Incerteza da Economia Brasil, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, recuou 1,9 ponto em julho, para 109,4 pontos, conforme divulgado nesta sexta-feira (31). O movimento foi influenciado por uma percepção mais favorável em relação aos dados de inflação, que vieram mais leves no período, embora o cenário ainda siga sensível às incertezas fiscais e externas. A queda do indicador sugere alguma melhora na avaliação dos agentes econômicos, mas não elimina os riscos associados à condução da política econômica e ao ambiente internacional.

Data Referência (24/07/2026 até 30/07/2026):

CDI: 0,21%
Global BDRX:  1,00%
Ibovespa: 1,79%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,13%
IMA Geral ex-C: 0,21%
IMA-B: -0,19%
IMA-B 5: 0,10%
IMA-B 5+: -0,43%
IRF-M: 0,67%
IRF-M 1: 0,29%
IRF-M 1+: 0,80%
S&P 500 (Moeda Original): 0,35%
IPCA + 6,31%: 0,10%