INTERNACIONAL
PMI industrial dos EUA desacelera, mas segue em expansão – A S&P Global divulgou nesta quarta-feira (1º) que o PMI industrial dos Estados Unidos caiu para 53,9 pontos em junho, ante 55,1 pontos em maio. Apesar da queda, o indicador permaneceu acima da linha de 50 pontos, que separa expansão de contração, sinalizando continuidade do crescimento da atividade manufatureira, ainda que em ritmo mais moderado. Para os mercados, o resultado reforça uma leitura de desaceleração parcial da indústria norte-americana, mas sem indicar, de forma isolada, mudança relevante na condução da política monetária pelo Federal Reserve.
Payroll dos EUA fica abaixo do esperado em junho – O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (2) que a economia norte-americana criou 57 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em junho, abaixo das expectativas do mercado. O dado também veio acompanhado de revisões para baixo nos meses anteriores, com maio ajustado de 172 mil para 129 mil vagas. Apesar da desaceleração na criação de empregos, a taxa de desemprego recuou de 4,3% para 4,2%, indicando que o mercado de trabalho ainda preserva sinais de estabilidade. Para os mercados, o resultado reforça a leitura de moderação da atividade nos Estados Unidos e pode influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve na condução dos juros.
Inflação da zona do euro desacelera para 2,8% em junho – A Eurostat divulgou nesta quarta-feira (1º) que a inflação anual da zona do euro desacelerou para 2,8% em junho, ante 3,2% em maio, segundo estimativa preliminar. A queda foi influenciada pela desaceleração dos preços de energia, serviços e alimentos, álcool e tabaco, embora a inflação ainda permaneça acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. O dado traz algum alívio ao cenário inflacionário europeu, mas mantém a política monetária no radar, diante da persistência de pressões em componentes relevantes.
Conflito no Oriente Médio segue no radar dos mercados – As cotações do petróleo operaram próximas da estabilidade nesta sexta-feira (3), em meio ao acompanhamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e dos sinais de normalização do fluxo pelo Estreito de Hormuz. O alívio recente nas tensões reduziu parte da pressão sobre os preços de energia, mas o cenário ainda exige cautela, uma vez que novas escaladas podem afetar cadeias de suprimentos, inflação global e decisões de política monetária.
PMI industrial da China segue em expansão em junho – A S&P Global e a RatingDog divulgaram nesta quarta-feira (1º) que o PMI industrial da China ficou em 51,7 pontos em junho, ante 51,8 pontos em maio. Apesar da leve queda na comparação mensal, o índice permaneceu acima de 50 pontos, patamar que separa expansão de contração, sinalizando continuidade do crescimento da indústria chinesa. O resultado foi sustentado pelo avanço da produção e dos novos pedidos, enquanto os pedidos de exportação voltaram a recuar, refletindo menor demanda externa. O dado reforça a leitura de recuperação gradual da atividade industrial chinesa, ainda que com desafios ligados ao comércio global e ao ritmo da demanda doméstica.
NACIONAL
Dívida pública bruta do Brasil sobe para 81,1% do PIB em maio – O Banco Central divulgou nesta terça-feira (30) que a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 81,1% do PIB em maio, ante 80,2% em abril, alcançando R$ 10,6 trilhões. O avanço foi influenciado principalmente pelo aumento dos juros nominais, em um cenário de custo elevado da dívida pública. No mesmo período, a dívida líquida subiu para 67,9% do PIB. O resultado reforça a atenção do mercado à trajetória fiscal do país, já que o crescimento do endividamento pode pressionar prêmios de risco, expectativas econômicas e a condução da política monetária.
Brasil registra saldo positivo de 72,9 mil empregos formais em maio, mas ritmo desacelera – O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta terça-feira (30) que o Brasil registrou saldo positivo de 72.960 postos de trabalho com carteira assinada em maio, resultado de 2,207 milhões de admissões e 2,134 milhões de desligamentos. Apesar da criação líquida de vagas, o número representou o menor saldo mensal de 2026 e ficou abaixo do resultado de abril, quando foram abertas 85.888 vagas formais. No acumulado do ano, o mercado de trabalho formal gerou 767.326 novos postos, alcançando estoque de 47,878 milhões de vínculos. O dado mostra que o emprego formal segue positivo, mas em ritmo mais moderado, em linha com a desaceleração gradual da atividade econômica.
Setor público registra déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio – O Banco Central divulgou nesta semana que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio de 2026. O resultado reflete o desempenho conjunto do Governo Central, dos governos regionais e das empresas estatais, e reforça a atenção sobre a dinâmica fiscal do país. Em um cenário de juros elevados e avanço da dívida pública, a piora das contas públicas segue no radar do mercado, por seus possíveis efeitos sobre a percepção de risco, as expectativas econômicas e a condução da política monetária.
IGP-M cai 0,50% em junho, com queda nos preços ao produtor – A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira (29) que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,50% em junho, após alta de 0,84% em maio. Com o resultado, o índice acumulou alta de 3,27% no ano e de 3,16% em 12 meses. A queda foi influenciada principalmente pelo recuo dos preços ao produtor, com destaque para itens como gasolina, etanol e café, enquanto os custos da construção seguiram em alta. O dado indica alívio nas pressões de preços no atacado, embora a leitura acumulada ainda mostre avanço no ano.
Produção industrial cai em maio e interrompe sequência de altas – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (3) que a produção industrial brasileira recuou 0,2% em maio, na comparação com abril, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de alta. Apesar da queda na margem, o setor ainda ficou acima do patamar pré-pandemia, mas permaneceu abaixo do nível recorde registrado em maio de 2011. Na comparação anual, a produção avançou 0,2%, enquanto no acumulado do ano a indústria registrou alta de 1,4%. O resultado reforça uma leitura de perda de fôlego da atividade industrial, em meio aos efeitos dos juros elevados e à moderação da demanda.
Data Referência (26/06/2026 até 02/07/2026):
CDI: 0,26%
Global BDRX: 2,79%
Ibovespa: 0,46%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,28%
IMA Geral ex-C: 0,02%
IMA-B: -0,57%
IMA-B 5: 0,21%
IMA-B 5+: -1,19%
IRF-M: 0,03%
IRF-M 1: 0,24%
IRF-M 1+: -0,04%
S&P 500 (Moeda Original): 1,71%
IPCA + 6,31%: 0,19%