INTERNACIONAL
PIB dos EUA cresce 1,6% no primeiro trimestre, abaixo do esperado – O Departamento de Análise Econômica dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (28) a segunda estimativa do PIB norte-americano, indicando crescimento anualizado de 1,6% no primeiro trimestre de 2026. O resultado ficou abaixo da primeira estimativa, de 2,0%, e também da expectativa do mercado, que projetava manutenção desse ritmo. Apesar de mostrar aceleração em relação ao quarto trimestre de 2025, quando a economia havia crescido 0,5%, a revisão para baixo sugere uma expansão mais moderada da atividade no início do ano. Para os mercados, o dado reforça a leitura de desaceleração gradual da economia americana, o que pode influenciar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve na condução da política monetária.
Núcleo do PCE dos EUA sobe 0,2% em abril, abaixo do esperado – O Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (28) que o núcleo do PCE, indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve, avançou 0,2% em abril, abaixo da expectativa de 0,3% do mercado. Em 12 meses, o núcleo acumulou alta de 3,3%, ainda acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Já o índice cheio subiu 0,4% no mês e 3,8% em 12 meses, refletindo pressões vindas principalmente dos preços de energia. Apesar da surpresa baixista no núcleo, o patamar ainda elevado da inflação reforça a cautela do Fed em relação ao início do ciclo de cortes de juros, especialmente em um cenário de atividade ainda resiliente e incertezas externas.
Lucro industrial da China avança 24,7% em abril – O Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS) informou nesta quarta-feira (27) que o lucro das principais indústrias do país cresceu 24,7% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado prolonga a sequência de alta iniciada em agosto de 2025 e reforça uma melhora nos ganhos do setor industrial chinês. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o lucro industrial avançou 18,2% frente ao mesmo período do ano passado. Apesar do desempenho positivo, a leitura ainda exige cautela, uma vez que a economia chinesa segue enfrentando desafios ligados à demanda interna moderada, ao setor imobiliário e às incertezas no comércio global. Ainda assim, o dado contribui para uma percepção mais favorável sobre a atividade industrial da China no curto prazo.
Confiança econômica da zona do euro segue abaixo da média em maio – A Comissão Europeia divulgou nesta quinta-feira (28) que o Indicador de Sentimento Econômico da zona do euro avançou levemente em maio, para 93,5 pontos, ante 93,2 pontos em abril. Apesar da melhora marginal, o índice permanece abaixo da média histórica de 100 pontos, indicando que a percepção sobre a atividade econômica no bloco segue enfraquecida. O Indicador de Expectativas de Emprego também subiu, para 94,7 pontos, mas continuou abaixo da média histórica. Em conjunto, os dados mostram que a economia da zona do euro ainda apresenta baixo dinamismo, mesmo com alguma melhora pontual na confiança de consumidores e empresas.
Estados Unidos e Irã negociam prorrogação da trégua no Oriente Médio – Conforme informações divulgadas na quinta-feira (28), os Estados Unidos e o Irã avançaram nas negociações para tentar prorrogar a trégua no Oriente Médio, em meio aos esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região. As tratativas envolveriam a extensão do cessar-fogo por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz e a continuidade das discussões sobre o programa nuclear iraniano. Apesar dos sinais de avanço, o Irã negou que já exista um acordo final, indicando que o cenário ainda permanece incerto. Para os mercados, a notícia é relevante porque uma redução das tensões no Oriente Médio tende a aliviar parte da pressão sobre o petróleo, diminuir riscos sobre cadeias globais de energia e reduzir a aversão a risco. Ainda assim, a ausência de um acordo definitivo mantém o tema no radar dos investidores.
NACIONAL
Brasil registra déficit em conta corrente de US$ 1,8 bilhão em abril – O Banco Central divulgou nesta terça-feira (26) que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 1,765 bilhão em abril, resultado mais negativo do que o esperado pelo mercado, que projetava déficit de US$ 200 milhões. Em 12 meses, o saldo negativo acumulado equivaleu a 2,66% do PIB. Apesar do déficit, o resultado foi parcialmente compensado pelo forte ingresso de Investimento Direto no País (IDP), que somou US$ 8,912 bilhões no mês, acima das expectativas e do registrado em abril de 2024. Na composição das contas externas, a balança comercial apresentou superávit de US$ 9,707 bilhões, enquanto as contas de serviços e renda primária seguiram deficitárias, pressionando o resultado final.
IPCA-15 sobe 0,62% em maio e acumula alta de 4,64% em 12 meses – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (27) que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,62% em maio, desacelerando em relação ao resultado de abril, de 0,89%. No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,02%, enquanto em 12 meses acumula avanço de 4,64%, acima dos 4,37% observados no período anterior. O resultado foi pressionado principalmente pelos grupos Alimentação e bebidas, Habitação e Saúde e cuidados pessoais, com destaque para alimentos no domicílio, energia elétrica residencial, produtos farmacêuticos e planos de saúde. Por outro lado, o grupo Transportes ajudou a conter uma alta mais forte do índice, influenciado pela queda dos combustíveis. Apesar da desaceleração mensal, o dado reforça que a inflação ainda segue pressionada em itens relevantes do orçamento das famílias, mantendo o tema no centro das atenções para a condução da política monetária.
Mercado de trabalho mantém desemprego em patamar baixo, mas mostra perda de força na margem – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (28) que a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, abaixo dos 6,6% registrados no mesmo período de 2025. Apesar de permanecer em patamar historicamente baixo, o indicador avançou 0,4 p.p. em relação ao trimestre móvel anterior, sinalizando alguma perda de força na margem. Na mesma direção, os dados do Caged, divulgados também nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostraram desaceleração na geração de empregos formais. Em abril, o país criou 85,9 mil vagas com carteira assinada, pior resultado para o mês desde 2020 e abaixo das expectativas do mercado. Em conjunto, os indicadores mostram um mercado de trabalho ainda resiliente, mas com sinais de moderação, em linha com o cenário de juros elevados e desaceleração gradual da atividade econômica.
Dívida bruta atinge 80,4% do PIB em abril – O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (29) que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais, atingiu 80,4% do PIB em abril de 2026, equivalente a R$ 10,4 trilhões. O avanço de 0,3 p.p. em relação a março foi explicado principalmente pela apropriação de juros nominais, parcialmente compensada pelo crescimento do PIB nominal e pela valorização cambial no período. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) também avançou no mês, alcançando 67,4% do PIB, ou R$ 8,8 trilhões. No campo fiscal, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril, acima do resultado positivo de R$ 14,1 bilhões observado no mesmo mês de 2025. Apesar disso, os juros nominais somaram R$ 84,8 bilhões no mês, levando o resultado nominal a um déficit de R$ 60,1 bilhões. Em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$ 1,222 trilhão, equivalente a 9,41% do PIB, reforçando o peso dos juros elevados sobre a dinâmica fiscal do país.
PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (29) que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, a economia cresceu 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres houve alta de 2,0%. Em valores correntes, o PIB somou R$ 3,3 trilhões. Pela ótica da oferta, o crescimento foi influenciado principalmente pela agropecuária, pela indústria extrativa e por segmentos de serviços. Pela ótica da demanda, houve alta no consumo das famílias, nos investimentos e no consumo do governo, enquanto o setor externo teve contribuição menos favorável, com queda das exportações e avanço das importações. O resultado veio levemente acima da expectativa do mercado e indica recuperação da atividade no início do ano, embora ainda em um ambiente de juros elevados e sinais de moderação em alguns setores.
Data Referência (22/05/2026 até 28/05/2026):
CDI: 0,27%
Global BDRX: 2,70%
Ibovespa: -1,46%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,20%
IMA Geral ex-C: 0,39%
IMA-B: 0,61%
IMA-B 5: 0,29%
IMA-B 5+: 0,87%
IRF-M: 0,44%
IRF-M 1: 0,25%
IRF-M 1+: 0,52%
S&P 500 (Moeda Original): 1,58%
IPCA + 6,31%: 0,25%