INTERNACIONAL
Fed mantém juros inalterados pela segunda reunião consecutiva – Na decisão anunciada nesta quarta-feira (18), o Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A sinalização foi de continuidade de uma postura cautelosa por parte da autoridade monetária, que segue avaliando a evolução da inflação e da atividade econômica antes de novos ajustes. No comunicado em que acompanha a decisão de manutenção dos juros, o Comitê de política monetária do Banco Central dos Estados Unidos apontou que o conflito cria novas fontes de dúvidas sobre os preços e sobre o emprego. O comunicado reforçou que os próximos movimentos permanecerão dependentes dos dados, em um ambiente ainda marcado por incertezas no cenário macroeconômico.
Pedidos de seguro-desemprego nos EUA permanecem em nível baixo – Em divulgação publicada nesta quinta-feira (19), o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 205 mil na semana encerrada em 14 de março. O resultado mantém o indicador em patamar historicamente baixo, sinalizando resiliência do mercado de trabalho americano.
Inflação da zona do euro acelera para 1,9% em fevereiro – Conforme divulgado nesta quarta-feira (18), o índice de preços ao consumidor da zona do euro avançou 1,9% em fevereiro, na comparação anual, acima dos 1,7% registrados em janeiro. O resultado reforça um cenário de inflação próxima da meta, em um contexto de pressões moderadas sobre os preços no bloco.
BCE mantém juros inalterados diante de incertezas no cenário externo – Conforme decisão anunciada nesta quinta-feira (20), o Banco Central Europeu manteve as taxas de juros, em linha com a estratégia de cautela adotada recentemente. A autoridade monetária ressaltou que o ambiente econômico segue condicionado por riscos geopolíticos e incertezas externas, com potenciais impactos sobre inflação e crescimento. Nesse contexto, a condução da política monetária permanece dependente da evolução dos indicadores.
China mantém taxas de empréstimos inalteradas pelo décimo mês consecutivo – Segundo decisão anunciada nesta sexta-feira (20), o Banco Popular da China manteve a taxa primária de empréstimo de um ano em 3,0% e a de cinco anos em 3,5%, preservando os níveis atuais pelo décimo mês consecutivo. A manutenção era amplamente esperada e reflete a opção por preservar a estabilidade das condições financeiras, enquanto a autoridade monetária acompanha a evolução da atividade doméstica e do cenário internacional.
NACIONAL
Copom reduz Selic para 14,75% ao ano – Na decisão anunciada nesta quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 15,00% para 14,75% ao ano, em decisão unânime, marcando o início do ciclo de flexibilização monetária em 2026. Apesar do corte, o comunicado manteve tom prudente ao enfatizar que os próximos passos da política monetária seguirão condicionados à evolução do cenário inflacionário, das expectativas, da atividade econômica e dos riscos externos, em um ambiente ainda caracterizado por elevada incerteza.
IBC-Br cresce em janeiro e sinaliza retomada moderada da atividade – Segundo o Banco Central, em divulgação realizada nesta segunda-feira (16), o Índice de Atividade Econômica, considerado uma prévia do PIB, avançou 0,8% em janeiro de 2026. O resultado refletiu principalmente o desempenho positivo dos serviços, que cresceram 0,8%, e da indústria, com alta de 0,4%, enquanto a agropecuária recuou 1,5% no período. Apesar do avanço, a leitura segue sendo de crescimento moderado, em meio aos efeitos defasados da política monetária restritiva e ao patamar ainda elevado dos juros.
Juro real do Brasil segue entre os mais elevados do mundo – De acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pela MoneYou e Lev Intelligence, o Brasil possui o segundo maior juro real do mundo, com taxa de 9,51% ao ano, considerando o diferencial entre a taxa nominal e a inflação esperada. O resultado mantém o país entre as economias com maior taxa real no cenário global.
Fluxo cambial registra saída líquida em março – Conforme informou o Banco Central nesta quarta-feira (18), o fluxo cambial total apresentou saída líquida de US$ 4,61 bilhões em março, até o dia 13. O resultado foi influenciado principalmente pelas saídas no canal financeiro, enquanto o fluxo comercial manteve saldo positivo no período.
EUA e Brasil discutem acordo sobre minerais críticos – Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (18), Estados Unidos e Brasil iniciaram negociações para um acordo envolvendo minerais críticos. A iniciativa busca ampliar a cooperação no fornecimento de insumos estratégicos para a transição energética e para cadeias industriais, como lítio e terras raras. O movimento ocorre em um contexto de maior disputa global por esses recursos e pode ter implicações para comércio, investimentos e posicionamento estratégico do Brasil nesse segmento.
Data Referência (13/03/2026 até 19/03/2026)
CDI: 0,28%
Dólar: -1,99%
Ibovespa: 0,55%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,31%
IMA Geral ex-C: 0,34%
IMA-B: 0,62%
IMA-B 5: 0,45%
IMA-B 5+: 0,75%
IRF-M: 0,15%
IRF-M 1: 0,28%
IRF-M 1+: 0,10%
S&P 500 (Moeda Original): -0,99%
IPCA + 6,31%: 0,19%