IPCA avança 0,33% em dezembro e encerra 2025 com alta de 4,26%.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (09), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% em dezembro de 2025, acelerando em relação à variação de 0,18% observada em novembro. Trata-se da menor taxa para um mês de dezembro desde 2018, quando o índice avançou 0,15%. Com esse resultado, a inflação oficial encerrou 2025 com alta de 4,26%, abaixo do resultado de 2024, de 4,83%, e abaixo do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%.
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes apresentou a maior variação e o maior impacto no mês, com alta de 0,74% e contribuição de 0,15 p.p. para o índice geral. O resultado foi influenciado, sobretudo, pela elevação de 13,79% nos preços do transporte por aplicativo e de 12,61% nas passagens aéreas. Os combustíveis também pressionaram o indicador, ao avançarem 0,45%, com destaque para o etanol, que registrou alta de 2,83%.
Além de Transportes, todos os demais grupos apresentaram variação positiva no mês, com exceção de Habitação, que recuou 0,33% e impactou o índice em -0,05 p.p. O resultado do grupo foi puxado pela queda de 2,41% da energia elétrica residencial, que refletiu a vigência da bandeira tarifária amarela, após a bandeira vermelha patamar 1 em novembro.
No acumulado de 2025, Habitação também se destacou ao registrar alta de 6,79%, respondendo pelo maior impacto anual (1,02 p.p.). Na sequência, os grupos Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais tiveram participação relevante. Em conjunto, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação do ano.
Já Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, desacelerou significativamente, encerrando o ano com alta de 2,95%, ante 7,69% em 2024, influenciada pelo avanço moderado de 1,43% da alimentação no domicílio.
No que se refere às expectativas do mercado, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (05) projetava inflação em torno de 4,31% para o fechamento de 2025. Para 2026, as projeções indicavam inflação de 4,06%, permanecendo acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.