Boletim Econômico – 26.06.2026
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INTERNACIONAL PMI composto dos EUA avança em junho e indica expansão da atividade – A S&P Global divulgou nesta terça-feira (23) que a prévia do PMI composto dos Estados Unidos subiu para 52,2 pontos em junho, ante 51,5 pontos em maio, permanecendo acima da linha de 50 pontos, que separa expansão…

INTERNACIONAL
PMI composto dos EUA avança em junho e indica expansão da atividade – A S&P Global divulgou nesta terça-feira (23) que a prévia do PMI composto dos Estados Unidos subiu para 52,2 pontos em junho, ante 51,5 pontos em maio, permanecendo acima da linha de 50 pontos, que separa expansão de contração. O resultado foi sustentado pela melhora dos serviços, enquanto a indústria também seguiu em território expansionista. A leitura indica que a atividade econômica norte-americana manteve ritmo positivo no início do segundo trimestre, apesar do ambiente de juros ainda elevados. Para os mercados, o dado reforça a percepção de resiliência da economia dos EUA, fator que pode manter o Federal Reserve cauteloso em relação aos próximos passos da política monetária.
PMI composto da zona do euro sobe em junho, mas segue em contração – A S&P Global e o HCOB divulgaram nesta terça-feira (23) que a prévia do PMI composto da zona do euro subiu para 49,5 pontos em junho, ante 48,5 pontos em maio. Apesar da melhora, o indicador permaneceu abaixo da linha de 50 pontos, que separa expansão de contração, sinalizando nova retração da atividade do setor privado no bloco. O avanço foi influenciado por uma recuperação parcial dos serviços e por menor queda da indústria, embora a demanda ainda siga enfraquecida. O dado reforça um cenário de baixo dinamismo econômico na zona do euro, em meio a juros ainda elevados, incertezas externas e cautela dos agentes econômicos.
PIB dos EUA cresce 2,1% no primeiro trimestre, mostra leitura final – O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (25) a leitura final do PIB norte-americano do primeiro trimestre de 2026, indicando crescimento anualizado de 2,1%. O resultado ficou acima da segunda estimativa, de 1,6%, e reforçou uma leitura mais favorável da atividade no início do ano. A revisão refletiu principalmente ajuste menor nas importações, embora o consumo das famílias tenha sido revisado para baixo, indicando alguma moderação da demanda interna. Para os mercados, o dado mostra uma economia ainda resiliente, mas com sinais mistos na composição do crescimento, o que mantém a atenção sobre os próximos passos do Federal Reserve na condução da política monetária.
China mantém taxas de referência para empréstimos pelo 13º mês consecutivo – O Banco Popular da China manteve nesta segunda-feira (22) as principais taxas de referência para empréstimos inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com as expectativas do mercado. A taxa de um ano permaneceu em 3,00%, enquanto a taxa de cinco anos, usada como referência para financiamentos imobiliários, foi mantida em 3,50%. A decisão ocorre em um cenário de recuperação ainda desigual da economia chinesa, com sinais de fraqueza no consumo e no setor imobiliário, ao mesmo tempo em que as autoridades buscam preservar espaço para novos estímulos. Para os mercados, a manutenção das taxas reforça uma postura cautelosa da política monetária chinesa, diante da necessidade de equilibrar apoio à atividade, estabilidade financeira e pressões sobre o câmbio.
ONU suspende retirada de navios em Ormuz após ataque a embarcação – A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela navegação, suspendeu nesta quinta-feira (25) a operação de retirada de embarcações retidas no Estreito de Ormuz, após um navio ser atacado no Golfo de Omã. A medida interrompe temporariamente o plano que buscava retirar centenas de navios e milhares de marítimos da região, em meio ao aumento dos riscos de segurança no tráfego marítimo. Para os mercados, a notícia mantém o Estreito de Ormuz no radar, por se tratar de uma rota estratégica para o transporte global de petróleo e derivados. A continuidade das tensões pode pressionar os preços de energia, elevar custos logísticos e ampliar a percepção de risco no cenário internacional.
NACIONAL
IPCA-15 desacelera em junho e fica abaixo do esperado – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25) que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,41% em junho, desacelerando em relação à alta de 0,62% registrada em maio. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,45%. Com o dado, o índice acumulou alta de 3,45% no ano e de 4,80% em 12 meses. O resultado foi limitado pela queda de Transportes, enquanto Alimentação e bebidas e Habitação seguiram entre os principais impactos positivos do mês. Apesar do resultado mais moderado no mês, a inflação acumulada em 12 meses permanece acima do centro da meta, mantendo a atenção sobre os próximos passos da política monetária.
Ata do Copom reforça cautela após corte da Selic – O Banco Central divulgou nesta terça-feira (23) a ata da 279ª reunião do Copom, realizada nos dias 16 e 17 de junho, na qual a taxa Selic foi reduzida de 14,50% para 14,25% ao ano. O documento reforçou que, apesar do início do ciclo de flexibilização monetária, o cenário ainda exige cautela, diante da inflação acima da meta, das expectativas desancoradas e das incertezas fiscais e externas. O Comitê destacou que os próximos passos dependerão da evolução dos indicadores de inflação, atividade econômica, mercado de trabalho e expectativas, sem compromisso prévio com novos cortes. A ata também apontou que os efeitos defasados da política monetária ainda devem contribuir para a moderação da atividade, mantendo a condução dos juros dependente dos próximos dados.
Desemprego fica em 5,6% no trimestre encerrado em maio, menor taxa para o período – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (26) que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, ante 5,8% no trimestre anterior. O resultado representa a menor taxa para um trimestre encerrado em maio desde o início da série histórica, em 2012. Segundo a Pnad Contínua, o país tinha 6,1 milhões de pessoas em busca de trabalho, enquanto a taxa de informalidade recuou para 37,3% da população ocupada. O dado reforça a resiliência do mercado de trabalho, com desemprego em patamar historicamente baixo, embora a estabilidade frente ao trimestre anterior indique uma acomodação sazonal do mercado de trabalho.
Confiança do consumidor fica praticamente estável em junho, mas inflação ainda preocupa – A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta quarta-feira (24) que o Índice de Confiança do Consumidor ficou praticamente estável em junho, ao recuar 0,1 ponto, de 88,8 para 88,7 pontos. Apesar da estabilidade, o indicador segue em patamar baixo, refletindo cautela das famílias em relação ao consumo. Segundo a FGV, a percepção sobre a situação atual melhorou, mas as expectativas para os próximos meses ainda mostram fragilidade, influenciadas principalmente pelo medo de inflação e pela renda mais apertada. O resultado sugere que, embora o mercado de trabalho ainda contribua para sustentar parte do consumo, a preocupação com preços e juros elevados pode limitar o ritmo das compras nos próximos meses.
Banco Central eleva projeção de crescimento do PIB para 2,0% em 2026 – O Banco Central elevou nesta quinta-feira (25) sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2026, passando de 1,6% para 2,0%, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária.A revisão considera, entre outros fatores, os efeitos de medidas de estímulo adotadas pelo governo e a resiliência de alguns segmentos da atividade econômica. Apesar da melhora marginal na estimativa, o BC destacou que o cenário ainda exige cautela, diante dos juros em patamar elevado, da inflação acima da meta e dos efeitos defasados da política monetária sobre consumo e investimentos. O dado reforça uma leitura de crescimento moderado para o ano, com atividade ainda sustentada, mas sem sinalizar uma aceleração mais forte no curto prazo.
Data Referência (19/06/2026 até 25/06/2026):
CDI: 0,26%
Global BDRX: -3,34%
Ibovespa: 2,21%
IDkA IPCA 2 Anos: 0,15%
IMA Geral ex-C: 0,43%
IMA-B: 0,25%
IMA-B 5: 0,27%
IMA-B 5+: 0,24%
IRF-M: 1,03%
IRF-M 1: 0,31%
IRF-M 1+: 1,32%
S&P 500 (Moeda Original): -1,91%
IPCA + 6,31%: 0,20%